Problemas
cardíacos deram salto em hospital de Nova York após 11 de setembro de 2001
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Reuters
ORLANDO, EUA - Um estudo realizado em um hospital do Brooklyn revelou que o
número de casos de ataque cardíaco e arritmia grave deu um enorme salto nos
meses que seguiram os atentados de 11 de setembro de 2001, reforçando a idéia
de que o estresse psicológico pode desencadear este tipo de problema.
Várias pesquisas têm demonstrado que o estresse de vários tipos pode elevar o
risco de ataque cardíaco, mas o novo estudo mostra um vínculo direto entre um
evento traumático e problemas do coração em toda uma população. Também sugere
que episódios esses podem ter um impacto que não se suspeitava sobre os
sistemas de saúde pública.
Nos 60 dias que se seguiram aos atentados que derrubaram a Torres Gêmeas do
World Trade Center, o Hospital Metodista de Nova York, no bairro do Brooklyn,
tratou 35% mais casos de ataque do coração do que a média e 40% mais casos de
arritmia grave, descobriram o médico Jianwei Feng e sua equipe.
Nesse período, 425 pacientes foram atendidos com sintomas de ataque cardíaco no
hospital. Eles compararam os dados com os de 428 pacientes atendidos nos dois
meses anteriores. Antes do 11 de setembro, 11.2% dos pacientes estavam
realmente tendo um infarto. Depois, 15,3%, disse Feng em uma reunião da
Associação Americana do Coração, em Orlando, na Flórida - um aumento de 35%.
Nas arritmias, houve um crescimento de 40%: de 13% de casos confirmados, para
18.8%.
Para os médicos, há uma explicação biológica clara para isso.
- Sempre que uma pessoa passa por estresse psicológico ou emocional, os nível
de catecolamina se eleva, o que aumenta o ritmo dos batimentos cardíacos e a
pressão sangüínea.
A catecolamina é um composto que afeta o sistema nervoso simpático - que
controla funções orgânicas não conscientes, como os batimentos do coração.